26 abril, 2015

2º Fórum Regional dos Direitos Humanos Surdos - São Paulo



Inscrição LINK: http://goo.gl/forms/6ZFb6Ja1EN 
Data: 23 de maio de 2015 •
Horário: 08hs a 18hs •
Local: Escola Hellen Keler • Endereço: Rua Pedra Azul, 314...Aclimação - São Paulo




23 abril, 2015

Surdo cria braço mecânico com sucata após ser amputado em acidente de trabalho



Assim como o Homem de Lata, do clássico Mágico de Oz, José Arivelton Ribeiro também tem seu corpo “composto” por lataria. Os dois homens perderam seus membros em um acidente de trabalho. O que os separa é que, ao contrário do personagem, o cearense está longe de precisar de um coração. No caso da vida real, foi ele quem criou o próprio braço mecânico, sem a ajuda de nenhuma Dorothy, e sim da internet.
A fantástica história de José Ari, de Fortaleza, foi descoberta pelo programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/Band, que exibiu reportagem na última segunda-feira (20). O cearense, além de deficiente físico, nasceu surdo, depois de um problema durante a gravidez da mãe Maria do Socorro. Tudo culpa de um susto. Assim, ela considera a vida do filho um milagre.

José Ari estudou, terminou o ensino médio e desenvolveu sua linguagem de sinais, mas o ofício de consertar eletrônicos aprendeu com o pai. O cearense cresceu dentro da oficina da família, auxiliando no ajuste de televisões e outros aparelhos. Para o irmão, José Rusivelton, o Homem de Lata cearense sempre foi “inventor”. “Desde criança ele é assim. Enquanto eu brincava, ele gostava de ficar inventando coisa, fazendo réplica de carro, de navio de avião”, relata.
A perda do braço foi decorrente de uma descarga elétrica. Há dois anos e meio, José Ari subiu na laje de sua oficina, na tentativa de solucionar uma queda de energia que tomou conta do local. O rapaz acabou tocando em uma antena e sofreu uma descarga elétrica.

A mãe conta que, durante sua internação no hospital, José Ari chorava de dor, com o processo de necrose. “Ele pediu pra chamar a enfermeira e, do jeito dele, pediu pra que o braço fosse amputado. Ele me dizia que preferia perder um braço do que a própria vida. Foi a única vez que eu vi meu filho triste”, comenta.
Em uma casa humilde, José Ari, atualmente viúvo, mora junto com a mãe, o irmão e a filha Sara. Os três auxiliam o familiar apenas com a comunicação para quem não sabe a linguagem de sinais. De acordo com a família, o cearense é completamente independente. “Quando não tem gente em casa, ele se vira. Ele não gosta que ninguém fique atrás dele, querendo ajudar”, garante o Rusivelton.

Depois de fazer pesquisas na internet, Ari resolveu construir um braço mecânico, na tentativa de suprir suas necessidades. A peça foi feita há um ano e dois meses, mas ainda será adaptada. A prótese do braço direito pesa 5kg.

Feito peça por peça com sucata, parafusos, ligas de borrachas, panelas velhas e até cabos de freio de bicicleta, o homem se baseou no tamanho do braço do irmão para construir o próprio. Para usar o equipamento, ele utiliza uma meia no braço para se proteger de possíveis ferimentos.
Os movimentos do “braço de lata” foram fundamentados nos ligamentos de um braço de verdade. O sistema é aparentemente simples. Para mexer os dedos, José Ari movimenta os ombros. Se alonga os ombros, a mão abre. Se curva os ombros, a mão fecha. É dessa forma, que ele consegue desenvolver atividades simples, como cortar pão, pegar uma chave e até dirigir seu próprio carro.

O irmão conta que essa não é a sua primeira prótese. Ele já havia feito outra antes, mas não tão desenvolvida. Funcionava como uma espécie de gancho. “Meu irmão nasceu assim e sempre foi difícil pra ele conseguir interagir com a sociedade, mas ele sempre deu um jeito. Eu o uso como uma motivação todos os dias, ele é quem me coloca pra frente”, finaliza.
José Ari consegue levar uma vida normal. Trabalha, faz qualquer tarefa doméstica e ainda encontra uma maneira para jogar vídeo-game. Além do braço, ele cria outros artefatos, como um abajur, feito com garrafas de bebidas alcoólicas encontradas nas ruas. Um belo invento, mas nada como o incrível braço de lata.

21 abril, 2015

The deaf family

The deaf family retrata uma família  surda passando por provações e tribulações cotidianas. Cada personagem tem seus encontros e confusões e eles percebem que eles têm de aceitar as suas identidades como indivíduos surdos se querem ser aceitos por todos, incluindo as pessoas de ouvintes.
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- Escrito por Mosdeux  em 2008

Você encontra todos os episódios no Youtube


20 abril, 2015

Livro: "Educação inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas",

Baixe gratuitamente o livro "Educação inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas", organizado por Theresinha Miranda, Nelma Galvão, Miguel Bordas e Félix Díaz.
"O enfoque desta obra decorre da relevância que o contexto sociocultural em que a pessoa está inserida serve de parâmetro para classificá-la como 'normal' e 'anormal', além de enfatizar o ensino e a escola, bem como as formas e condições de aprendizado."



06 abril, 2015

Sentir pra ver - Museu para todos


SENTIR PRÁ VER

 

A abertura é na terça, 07 de abril, e pode ser visitada até 26 de junho. Fica na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Sentir prá Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo.Realizada com o apoio do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, por meio do Programa Educativo para Públicos Especiais – PEPE a mostra exibe 14 reproduções fotográficas de obras que ilustram os principais temas das artes plásticas, paisagem urbana, rural, marinha, retrato, abstração, natureza morta e cenas, abrangendo a arte brasileira do final do século XIX a meados do século XX.

Entre os artistas presentes na exposição estão Almeida Junior, Arnaldo Ferrari, Bete Worms, Di Cavalcanti, Carlos Scilar, Dario Barbosa, Gino Bruno, Pedro Alexandrino, Rebolo, Maurício Nogueira Lima, Leopoldo Raimo e Navarro da Costa entre outros, abrangendo a arte brasileira do final do século XIX a meados do século XX. “Os temas representados na mostra foram organizados segundo uma leitura comparativa entre obras com temáticas semelhantes, representadas, porém, de formas diferentes, ampliando desse modo, as relações e significados que essas obras poderão suscitar nos visitantes”, afirma Amanda Tojal, coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais (PEPE) da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Para garantir uma participação efetiva e autônoma de todos os públicos, respeitando as suas diferenças e necessidades, a exposição foi concebida segundo os padrões de acessibilidade universal dirigidos principalmente às pessoas em cadeira de rodas, com mobilidade reduzida e perda parcial ou total de visão. Seguindo o mesmo critério de acessibilidade, e para estimular e ampliar o conhecimento e a apreciação da arte utilizando-se de todos os sentidos foram elaborados para essa exposição, recursos de apoio multissensoriais como, reproduções em relevo, maquetes, extratos sonoros, poemas e textos investigativos, sendo estes últimos, disponibilizados em dupla leitura (tinta com letras ampliadas e Braille) para pessoas com deficiências visuais.

SOBRE O PEPE

O Programa Educativo Públicos Especiais (PEPE) do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado é um trabalho voltado para grupos especiais, compostos por pessoas com limitações sensoriais, físicas e intelectuais, e também para grupos inclusivos compostos por pessoas com e sem essas limitações, e tem como objetivo possibilitar a acessibilidade física e sensorial aos espaços expositivos da Pinacoteca. O programa visa introduzir e ampliar aos públicos especiais o conhecimento e a percepção da arte e da produção artística brasileira do século XVII à atualidade, possibilitando e incentivando o acesso de todos os visitantes a esse importante patrimônio cultural. 



Memorial da Inclusão recebe exposição “Sentir prá Ver”
Período da Mostra: 8 de abril a 26 de junho de 2015
Horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão - Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – portão 10 – Barra Funda – São Paulo/SP (próximo as estações Metrô-CPTM Barra Funda)

Agendamento de visita mediada para grupos (+ de 10 pessoas) pelo e-mail: memorial@sedpcd.sp.gov.br
Inscrição para participar da Ação Educativa: http://bit.ly/1CXFkNy (aguardar confirmação)



Projeto Pequenas Mãos