12 novembro, 2014

Fotografia Plano Detalhe



O  vídeo acima apresenta um trabalho que realizei com 7 alunos surdos do 5º ano de uma escola especial para surdos, com idades entre 11 e 12 anos.
A ideia inicial era possibilitar aos alunos expressarem-se através da fotografia, mas acabei dando um "comando" diferente: fotografem o que você veem na escola, menos pessoas.
Um aluno por vez saiu com a máquina e retornava e entregava ao amigo. Eu não comentava nada, não perguntava e nem sugeria a quantidade ou o local a ser fotografado.
Nenhum aluno via a foto do outro.
As fotos foram apresentadas à todos e cada um individualmente podia fazer as alterações que desejassem. A manipulação foi feita no word e eles aprenderam a cortar, a alterar a luminosidade o brilho e  a cor. Após manipularem livremente, os próprios alunos salvavam.
Tudo pronto e impresso os alunos puderam ver as fotos uns dos outros.
As fotos foram apresentadas em uma Feira Cultural realizada dia 08 de novembro, com as fotos suspensas na sala ao estilo móbile,  onde todos podiam caminhar entre elas.
As fotos ficaram lindas e expressam a visão, os sentimentos deles e o olhar.
Algumas em preto e branco, outras fotos bem coloridas e especial de uma criança que fotografou somente paredes, mas depois as coloriu.
No momento não cabe análise, nem críticas negativas, afinal foi o primeiro contato dos alunos com uma câmera semi profissional e com a manipulação de imagens. Sugiro que assistam vendo o olhar de uma crianças, que vai além das pessoas, das carteiras e da lousa.

Roseli Gonçalves

05 novembro, 2014

Aprovada proposta que reforça educação regular inclusiva


O conceito da educação especial e o papel da educação regular de ensino para atender pessoas com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação são temas do substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados ao PLS 180/2004, aprovado ontem pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado.

O texto define o conceito de educação especial, que passa a ser uma modalidade de ensino escolar que realiza “atendimento educacional especializado” para apoiar os serviços educacionais comuns. A ideia é promover a educação inclusiva, ou seja, a escola regular terá que se preparar para receber todo e qualquer tipo de aluno.

O substitutivo da Câmara retira três parágrafos do artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preveem oferta eventual de serviços especializados nas escolas da rede regular; atendimento em classes, escolas ou serviços especiais, em situações específicas; e o dever do Estado de ofertar educação especial de zero a 6 anos, durante a educação infantil.

O texto original, da ex-senadora Ideli Salvatti, assegurava a inclusão educacional e social de estudantes com deficiência auditiva, obrigando as escolas a ofertar a língua brasileira de sinais (Libras) na educação básica.

Inclusão ampliada

A partir das modificações aprovadas na Câmara e referendadas pela comissão, o projeto agora obriga os sistemas de ensino a garantir não só o ensino de Libras, mas também de outros métodos de comunicação para esses estudantes, como o sistema braile (para cegos) e o tadoma (para pessoas que são simultaneamente surdas e cegas).

Se aprovada a proposta, esses alunos terão direito à adequação, às suas necessidades, de currículos, métodos e recursos, além de professores especializados e educação especial para o trabalho. Também deverão ser respeitados o atendimento de necessidades educacionais específicas dos alunos nas diretrizes para cursos superiores em geral, a inserção de eixos temáticos e conhecimentos favoráveis à educação inclusiva na formação de professores e a oferta, aos familiares e à ­comunidade da pessoa com deficiência auditiva, de condições para o aprendizado de Libras.

Jornal do Senado

(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

15 outubro, 2014

Luva eletrônica traduz Libras em som e texto



Estudantes de Engenharia Eletrônica do Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, estão desenvolvendo uma luva eletrônica que pode facilitar a comunicação dos deficientes auditivos. O projeto Quiros consiste em um software que converte os sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) usada por deficientes auditivos em som e texto.

O equipamento capta o movimento e o contato entre os dedos por meio de sensores, de acordo com a velocidade de cada gesto e sem utilizar cabos. Os sinais são enviados a um computador que faz a tradução.

“Nosso projeto consiste basicamente em duas partes: uma eletrônica e uma computacional. Com a parte eletrônica, a gente consegue identificar como a mão se localiza no espaço, então, por meio de uma série de sensores a gente envia informações para o computador que entende as informações e interpreta como um gesto”, explica o estudante Daniel Schwalbe Koda.

De acordo com os estudantes que desenvolvem o projeto, o custo inicial foi de R$ 600 e a intenção é que no futuro a tecnologia possa ser adaptada a celulares. “Tivemos que desenvolver todo um sistema de comunicação, protocolo e códigos para que nossa mão conseguisse se comunicar com o computador e, possivelmente, com dispositivos smartphones, no futuro”, afirmou o estudante.
No futuro, os universitários pretendem aprimorar o aparelho que começou a ser criado em uma aula de engenharia e desenvolver a invenção e codificar todos os sinais da linguagem sincronizando com outra luva para ajudar pessoas com deficiência auditiva. “A gente quer usar problemas reais para trazer as ferramentas da engenharia e o ensino da engenharia em problemas aplicados. Isto é estimulante para o aluno, que tem um potencial de desenvolver empreendedorismo também”, disse o professor Anderson Borilli.

03 outubro, 2014

Ciclo mãos que falam - SESC São Paulo

CULTURAS E IDENTIDADES SURDAS


A afirmação das culturas e das identidades surdas traz à tona novas formas de se compreender a surdez: ser surdo hoje firma-se, sobretudo, como uma questão identitária, fundada em um substrato cultural específico.
Com César Augusto de Assis Silva, psicanalista. Doutor em Antropologia Social pela USP. Pesquisador associado do Cebrap e do NAU-USP.

Com Celma Juliane Siqueira Gomes, psicóloga. Atende crianças, jovens e adultos surdos. Pós-graduanda em Educação, com ênfase em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e Educação para Surdos.

Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, 

Estudos Surdos


Influenciados pela perspectiva teórica dos Estudos Culturais, os Estudos Surdos se lançam na luta contra a interpretação da surdez como deficiência, contra a definição da surdez enquanto experiência de uma falta. Os surdos – no sentido de grupo organizado culturalmente - se definem de forma cultural e linguística.

Com Regina Maria de Souza, doutora em Linguística pela Unicamp. Atua principalmente nos seguintes temas: inclusão e exclusão; educação bilíngue; língua e identidade; língua de sinais e educação de surdos.

Com Ana Regina Campello, doutora em Educação pela UFSC. Dedica-se aos seguintes temas: língua de sinais; educação dos surdos; educação inclusiva; intérprete de língua de sinais; comunidade surda e defesa dos Direitos dos Surdos. 
Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net. Atua com projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.


Educação para surdos

Escolas e salas para surdos ou inclusão no ensino regular? Língua de sinais como língua de instrução ou como língua de tradução? Essas e outras tantas questões reacendem a militância política entre o povo surdo, criando (dis)tensões e articulações que engendram uma série de novos enunciados sobre a surdez e as línguas de sinais. 

Com Regiane Agrella, docente da UFSC.  Doutoranda em Educação na Unicamp e professora de Libras na PUC-Campinas e PUC-SP. Trabalha com os seguintes temas: educação de surdos; tradução e interpretação de LIBRAS, entre outros. 

Com Cassia Sofiato, doutora em Artes pela Unicamp e graduada em Pedagogia - Formação de professores para a área de Educação Especial pela PUC de Campinas. Docente da Faculdade de Educação da USP. Possui proficiência em Libras e atua como intérprete.

Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net. Atua com projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.

Mediação Cultural em Libras

O mediador cultural em Libras tem um importante trabalho educativo e político. Possibilita que o público surdo se aproprie do patrimônio cultural e auxilia os gestores dos ambientes culturais a construir, adaptar e inovar propostas de acessibilidade.

Com Sabrina Ribeiro, formada em Artes Visuais pela Faculdade Paulista de Artes (FPA). Educadora na Pinacoteca do Programa Educativo Públicos Surdos (PEPE).

Com Leonardo Castilho, educador surdo do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Integrante do coletivo de artistas e educadores Corposinalizante, idealizador e responsável pela equipe Vibração e Sencity.

Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net. Atua com projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.

Interpretação em ambientes culturais – Libras

Sujeitos surdos, assim como ouvintes, podem e querem usufruir de produtos culturais, mas para que isto ocorra, além das produções original e culturalmente surdas, a acessibilidade em Libras das diversas ofertas culturais é imprescindível. Dessa forma, a interpretação para Libras nos espaços de circulação da cultura , também, imprescindível. 

Com Juliana Fernandes, bacharel em Tradução e Interpretação pelo Letras-Libras da UFSC/UNICAMP. Tradutora e Intérprete de Libras/Português certificada pelo PROLIBRAS/MEC. Integrante da equipe técnica da empresa ProDeaf e atuante no gênero da interpretação artística.

Com Mirian Caxilé, graduada em Pedagogia e Letras com habilitação e bacharelado em Libras/ Língua Portuguesa pela UFSC. Tradutora intérprete de Libras certificada pelo PROLIBRAS/MEC. Atua como tradutora intérprete de Libras em eventos científicos, artísticos e culturais.

Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net. Atua com projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.

Novas tecnologias de comunicação para surdos

Neste encontro são discutidas as tecnologias de comunicação para surdos, como o aplicativo Whatscine, que possibilita o acesso ao cinema para surdos e cegos. 

Com Pedro Berti, bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Gerente de Atendimento a Clientes do WhatsCine Brasil.

Com Neivaldo Zovico, pós-graduado em Educação Especial da Áudio-Comunicação para deficientes auditivos pela UNIFMU e graduado em Letras/Libras pela UFSC. Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - FENEIS. 

Com mediação de Hugo Eiji, mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Lisboa, autor do blog CulturaSurda.net. Atua com projetos de educação de surdos na ONG Mais Diferenças.

valores e datas no link abaixo